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Distrito escolar de Winnipeg agora permite que crianças de 11 anos “troquem de gênero” sem que seus pais saibam

No Canadá, o Estado mais uma vez adota políticas pró-gênero, ignorando completamente a autoridade paterna e o bem-estar dos alunos.

A partir das novas diretrizes lançadas pelo Conselho de um distrito escolar de Winnipeg, alunos e funcionários que se recusarem a chamar um menino que se autointitule menina pelo pronome “ela” sofrerão penalidades, visto que tal recusa será enquadrada como assédio.

Além desta clara violação de consciência, os alunos também serão expostos a situações vexatórias, pois tais diretrizes garantem ainda que alunos transgêneros utilizem os banheiros e vestiários em consonância com sua expressão de gênero. Trocando em miúdos, nada, nas escolas de tal distrito, poderá impedir que um aluno de 14 anos de idade, mediante mera afirmação, possa fazer uso de banheiros e vestiários (lugares onde alunas estarão tomando banho!). Por mais que tentem negar esta escandalosa possibilidade, a verdade é que adotar a perspectiva da ideologia de gênero sobre a natureza humana nos leva, inevitavelmente, a este tipo de situação caótica e perigosa.

 

Via LifeSiteNews:

 

Sob pressão da Comissão de Direitos Humanos de Manitoba, um distrito escolar de Winnipeg fixou políticas para acomodar os alunos transexuais que lhes permitirão escolher seu gênero, seu banheiro e seu time de escola (feminino/masculino), independentemente da vontade dos pais ou de seu sexo real.

“A auto-identificação da pessoa é a única medida de seu gênero. Não é apropriado questionar ou desafiar a identidade de gênero de um aluno ou sua expressão”, afirma a nova política da Divisão Escolar de River East Transcona, a segunda maior da província canadense de Manitoba.

A divisão foi levada perante a Comissão de Direitos Humanos de Manitoba em 2014 por Izzy e Dale Burgos em nome do seu filho “Bella”, depois do diretor ter dito a ele para usar um banheiro de gênero neutro de modo a evitar perturbar colegas do sexo feminino e seus pais ao partilhar o banheiro das meninas.

Agora, o distrito produziu uma política praticamente idêntica ao do Conselho Público de Ottawa-Carleton, aderindo fielmente ao dogma básico da fluidez de gênero. Cada aluno a partir da sétima série é livre para escolher qual o gênero ele ou ela será tratado como pertencente, independentemente de biologia, aparência ou preferências dos pais. “Quando o aluno tem capacidade de consentimento, o consentimento dos pais/encarregados de educação não é necessário para estudantes dos graus 7 a 12”, diz a política.

Funcionários e alunos devem seguir tal política sob a ameaça de medidas disciplinares, dando permissão, por exemplo, a um menino de usar ‘banheiro ou vestiário, jogar nas equipes esportivas femininas e compartilhar espaço para dormir com as meninas em viagens de campo e durante a noite em jogos realizados fora da cidade. Colegas de classe deve mesmo usar pronomes baseados na escolha do aluno ao fazer referências de terceira pessoa a eles.

Estes(pronomes), a política sugere, poderiam incluir pronomes de “gênero neutro”, como Zhe/Ze/Zer/Zir. “A recusa intencional ou persistente de respeitar a identidade de gênero de um aluno ou expressão pode ser considerada uma forma de assédio,” acrescenta a nova norma. Mas “isso não se aplica aos deslizes acidentais ou erros honestos.”

Gwen Landolt, vice-presidente nacional da organização Mulheres Reais do Canadá (REAL Women of Canada), disse para LifeSiteNews, “esta política é chocante e um total desrespeito dos direitos dos pais. São os pais que conhecem e se importam com a criança mais do que qualquer outra pessoa, e que, absolutamente, deveriam estar ser envolvidos  em um assunto que pode ter efeitos trágicos na vida de seu filho”.

“Nenhuma criança de onze anos de idade”, ela acrescentou, “deve tomar uma decisão de tal magnitude. Eles não têm nenhuma compreensão das conseqüências de tal decisão. As crianças precisam do amor e orientação dos pais, sobretudo durante este momento crucial na vida deles.”

Andre Schütten, consultor jurídico da Associação para Ação Política Reformada (Association for Reformed Political Action), concorda com a Senhora Landolt. “Manter uma decisão tão controversa e impactante como ‘mudança de gênero’ distante dos pais é errado”, ele disse para LifeSiteNews. “Se é verdade que a Divisão Escolar de River East Transcona pretende ocultar informações dos pais sobre questões de identidade de gênero de seus filhos, a direção da escola  claramente esqueceu seu lugar. A escola meramente auxilia os pais em suas funções; não pode usurpar as funções dos pais.”

Políticas idênticas geradas no ano passado pelo Conselho de Ottawa Carleton foram devastadoramente criticados pelo psiquiatra de Toronto John Berger, pesquisador do Colégio Real de Médicos e Cirurgiões de Ontário, bem como ex-professor assistente na Universidade de Toronto e ex-presidente da Filial do Distrito de Ontário da Associação Americana de Psiquiatria.

Berger descreveu a diretriz política do Conselho de Ottawa-Carleton como “um dos documentos mais tendenciosos e preconceituosos que vi na minha frente desde um longo tempo. Em seus esforços para acomodar os possíveis sentimentos de uma fração potencial de estudantes, os formuladores do documento parecem ser completamente alheios aos potenciais sentimentos dos, provavelmente, 97% outros estudantes ‘normais”.

Em termos de overnight school trips (viagens promovidas pela escola, em que os alunos precisam dormir longe de seus lares), a política da Província de Winnipeg afirma que “os estudantes têm o direito de ser alojados em excursões escolares de uma forma segura, inclusiva, e respeitosa. Os alunos têm o direito a apoios que atendam às suas necessidades individuais e sua privacidade, garantindo a igualdade de oportunidade de participar. ”

A política  nunca aborda especificamente as necessidades, direitos, ou o conforto dos alunos normais (chamado de “cisgêneros” nas orientações da política). Mas ela faz a afirmação geral de que “aos estudantes que solicitem maior privacidade serão oferecidas acomodações que atendam às suas necessidades.”

A porta-voz da Divisão Escolar de River East Transcona, Wanda McConnell,  disse para LifeSiteNews que isso definitivamente se aplica aos estudantes cisgêneros constrangidos por colegas trans ou companheiros de equipe (de esportes). “Nossa política dá aos alunos cisgêneros a opção de usar um banheiro de gênero neutro, vestiário com chuveiro único, caso eles se sintam desconfortáveis ao ​​compartilhar um banheiro com um estudante transgênero.”

A criança Burgos foi inicialmente autorizada a usar os vestiários do sexo oposto até que um pai se opôs. Foi, então, oferecido a Bella um banheiro neutro, mas seus pais se opuseram, e no ano passado a Comissão de Direitos Humanos Manitoba decidiu que o caso se parecia o suficiente como a discriminação para convocar uma audiência pública, ainda previsto para ainda este ano. Enquanto isso, os Burgos mudaram-se para Nanaimo,na Província de Colúmbia Britânica.

Para ler a notícia em inglês, clique aqui

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