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Governo progressista de Alberta pretende abolir as escolas católicas de seu território

Na Província de Alberta, no Canadá, o novo governo progressista impôs novas diretrizes para a educação, adotando completamente a perspectiva de gênero. Por conta disso, as escolas católicas – obrigadas por esta nova política a permitir que alunos usem o banheiro conforme o “autoidentificado gênero”, bem como a permitir que a participação em práticas desportivas respeitem a escolha do aluna a respeito de seu gênero – estão sendo perseguidas, uma vez que os Bispos da Província se levantaram contra esta imposição de uma agenda estranha aos pais e aos valores católicos.

As escolas católicas – que possuem um status diferenciado das escolas públicas e que são financiadas pelos impostos dos pais católicos que escolheram matricular seus filhos nelas – estão agora na mira do novo governo de Alberta, que, aproveitando a mais do que esperada rejeição por parte da comunidade escolar católica de tais diretrizes alienígenas à sua filosofia educacional, agora clama pelo fim do mecanismo que permite que os pais escolham a educação desejada para seus filhos.

Via www.churchmilitant.com:

 

Com quatro bispos rejeitando as novas diretrizes de identidade de gênero de Alberta, o ex-ministro da Educação, Dave King renovou seu apelo para acabar com as escolas católicas em Alberta.

Conforme relatado quarta-feira pelo www.churchmilitant.com, o âmago da questão se encontra nas novas diretrizes políticas pró-LGBT da província, obrigatórias em todas as escolas, incluindo escolas católicas, que autorizam os alunos a se vestirem, usarem banheiros e participarem em atividades desportivas com base em seus gêneros auto-identificados.

Dom Richard Smith de Edmonton e o Arcebispo Gerard Pettipas de Grouard-McLennan se juntaram ao Bispo Fred Henry de Calgary e Bispo Paul Terrio de St. Paul ao rejeitarem as novas diretrizes transexuais da Província de Alberta para as escolas.

O Bispo Paul Terrio, da diocese de Saint Paul, condenou a diretriz imposta pelo governo, afirmando que “A Igreja acredita que o sexo fisiológico não é arbitrário, mas determina a identidade com a qual crescemos. Esse processo de crescimento na identidade deve ser respeitado”.

Enquanto o atual Ministro da Educação, David Eggen, está considerando dissolver o Conselho Escolar Católico de Edmonton devido à sua rejeição das novas diretrizes de identidade de gênero, seu antecessor Dave King clama pelo fim das escolas católicas em Alberta completamente.

King quer que o financiamento público para escolas separadas cesse: “[É] claro que há confusão sobre quem tem a última palavra quando se trata do sistema escolar separado”.

Ele disse ao radialista de Edmonton, Mark Connolly, que “Este conflito atual, apenas deixa claro que há todos os tipos de resultados problemáticos resultantes do fato de ainda termos escolas separadas”.

Comentando sobre a questão do controle, King comentou: “Quando nos referimos a escolas católicas romanas separadas – que é, certamente, o seu nome legal – nós algumas vezes pensamos que o nome ‘católica romana’ significa que elas são propriedade da Igreja Católica”.

Mas esse não é o caso, ele rebateu. “Na lei, o bispo não tem qualquer responsabilidade, nem legal, nem constitucional, nem financeira, nem fiduciária para com as escolas separadas. Ele é livre certamente para oferecer conselhos aos curadores, mas estes não estão sob nenhuma obrigação de seguir tal conselho.”

Mas o ex-premier de Alberta, Dave Hancock diz que as pessoas tem o direito constitucional a uma educação católica. “Seria necessário um movimento significativo para mudar a Constituição Isso já foi feito – Newfouland fez isso, Quebec fez isso – mas eu não vejo nenhuma vontade política, qualquer movimentação do público real, dizendo que eles não querem ter o que nós ‘temos agora.”

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